O Estado e a Segurança … mas não toda a Segurança!

Foi hoje largamente anunciado, com pompa e circunstância, que o Ministério da Administração Interna (MAI) vai associar-se ao Instituto Superior Técnico e à Associação Industrial Portuguesa para o desenvolvimento de tecnologia na área da segurança.

Por uns instantes pensei estar a ler o que não imaginei ler nos anos vindouros. Após alguns momento de hesitação, voltei ao seco frio da realidade. Trata-se de desenvolvimento de “Satélites, sistemas de infravermelhos e aviões não tripulados”, entre outros projectos. O objectivo é dotar o país de meios mais adequados para a protecção da floresta (detecção de incêndios, por exemplo) e outros objectivos afins.

Independentemente dos méritos da iniciativa, penso que os custos seriam muito menores e os resultados exponencialmente maiores se o Estado se envolvesse no desenvolvimento de tecnologias na área da Segurança … da Informação, não apenas com Institutos e Associações mas também com empresas privadas que em Portugal estão tão ou mais familiarizadas com o tema como a Academia.

Temos profissionais muito competentes que adorariam que as suas empresas tivessem a possibilidade e disponibilidade de desenvolver actividades de R&D, fazendo-o muitas vezes às suas custas pessoais (em tempo, formação, equipamentos). R&D esse que, inclusivamente, produz resultados na forma de papers semi-académicos, desenvolvimento de ferramentas e produtos, apuramento de processos, etc.

Na SysValue funcionamos assim e temos conseguido alguns resultados muito promissores e interessantes e não acreditamos que sejamos os únicos.

Sr. Estado … pense fora da caixa e veja onde poderá estar o maior retorno do seu investimento. Não me parece que aviões não-tripulados consigam ser exportados de Portugal para todo o mundo mais facilmente que uns DVDs com software profissional e uns manuais de utilização.